Hallowens Days - Parte 11

Bom, ainda estava em tempo de desistir. 
"Não, eu cheguei até aqui, agora eu iria até o final"
Eu não precisava me preocupar com o julgamento de Erick. Bom, ele iria rir da minha cara, isso era obvio, mas talvez essa minha atitude desesperada ajudasse a mostrar para ele que eu estava desesperada. Por ele.
_Bom, estou aqui_ falou ele, quebrando o silêncio _O que tem a me dizer que é tão importante?
Eu não teria coragem de pronunciar nenhuma palavra, então apenas caminhei até ele e lhe entreguei a impressão do texto daquele site sem noção.
Ele pegou a folha com naturalidade e começou a ler. Fiquei olhando para o rosto dele esperando ele começar a rir ou a ficar bravo, mas sua expressão não mudava. Ele leu a folha por um longo tempo e depois finalmente levantou a cabeça para me olhar e falar:
_Não devia acreditar em tudo que lê por ai _ele estava tranquilo de mais. Ou talvez chocado?
_Talvez não em tudo..._eu falei, fingindo calmaria quando na verdade meu emocional parecia um furacão_mas algumas coisas costumam ter um fundo de verdade.
Erick suspirou.
_É, você tem razão_disse ele, começando a andar de um lado para o outro na minha frente_Mas água benta não nos queima e por favor, nem tente essa história de estaca no peito.
Ele parou diante de mim, sorriu e ficou calado esperando minha reação.
Meu coração martelava e eu estava assustada. Então era verdade, Erick era um vampiro!!!


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Estávamos sentados embaixo da mesma árvore novamente.
_Por que água benta não tem efeito sobre os vampiros?_perguntei. Ainda era estranho fazer esse tipo de pergunta para meu melhor amigo. Ou ficante. Sei lá D:
_Tem efeito sobre os vampiros normais..._ele riu_Bom, se é que existem vampiros normais...mas a água benta é como se fosse algo inflamável em nosso veneno. Mas os vampiros raros não possuem veneno_ele piscou.
_Isso quer dizer que vocês não podem transformar ninguém?
_Não possuímos o veneno original, o veneno que corre nas veias de todos os vampiros. Mas ainda produzimos veneno em nossas presas. Por isso, podemos ser muito perigosos_ele me olhou com uma cara de assassino.
Bom, eu deveria ter medo, mas na verdade achei bem excitante. Erick ficava um charme fazendo cara de mal.
Ele suspirou.
_Você não parece ter medo de mim. Isso é uma pena.
Eu poderia ter dito que ele nunca seria capaz de me machucar, mas eu não queria transformar aquilo numa cena de Twilight. Não queria fazer drama.
_E essa história dos "poderes"? Eu não entendi muito bem_perguntei, mudando de assunto.
_Corremos mais rápido que os humanos, somos mais fortes, temos a audição, a visão, o tato e o olfato ampliado_resumiu ele_E mais umas coisinhas também.
_Que coisinhas?_perguntei curiosissíma.
Erick abriu a boca para me responder, mas parou. Ele olhou para o lado direito e eu acompanhei seu olhar.
Uma felicidade infantil me atingiu quando vi Mark encostado numa árvore não muito distante.
Levantei alegre e corri ao encontro dele. Ele costumava ser a ovelha negra da familia, sempre rebelde, mas eu gostava dele. Me joguei em seus braços num abraço acolhedor:
_Garotoooo_falei, minha voz abafada em seu peito.
_Garotaaaa_imitou-me ele_Acho que você encolheu.
Eu empurrei ele:
_Vai sonhando.
Ele passou a mão pela minha cintura e me segurou forte junto a ele.
_Olá maninho!_falou ele para Erick_Interrompi algo?
Então eu me toquei. Se Erick era um vampiro, Mark...
Me desvencilhei dos braços dele e me afastei. O fato de eu ter tocado em um vampiro me deixou muito assustada, meu coração dava pulos dentro do peito.
_Taylor, acalme-se...
Ele deu um passo em minha direção e eu recuei bruscamente, tropeçando em uma raiz de árvore. Enquanto caia, tentei me segurar na árvore o que resultou num belo braço ralado. E muito sangue.
Olhei imediatamente para os dois vampiros que estavam na minha frente, olhos desvairados pregados em mim. Mark deu outro passo em minha direção e Erick saiu de seu transe, pulando em Mark e imobilizando ele no chão.
Todo o meu corpo era puro gelo, eu estava em choque.

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