Hallowens Days - Parte 12

Qual era o problema de Taylor? Quando lhe contei que era um vampiro, ela evitava até respirar perto de mim e então quando vê Mark se joga nos braços dele (eu não estou com ciúmes!)
Sem contar com a brilhante ideia dela de cair e fazer um corte e um centímetro de profundidade no braço esquerdo. 
"Ah...como seria bom poder lamber aquele sangue, Taylor era tão bonita, seria um prazer beijar seu corte, seu ante braço, sua clavícula...
E bem devagar eu iria cravar minhas presas em seu pescoço frágil e..."
Não!!!
Eu não podia estar pensando uma coisa dessas. Sai de meu transe e percebi que na verdade não era eu, e sim Mark. Sua sede por Taylor era tão intensa que qualquer vampiro normal num raio de cinco quilômetros sentiria sede também. Não pensei duas vezes antes de pular nele e imobiliza-lo no chão.
Mas Mark era mais forte que eu, apesar de eu não gostar de admitir. Ele se debateu ferozmente embaixo de mim, sua sede desvairada pelo sangue da garota que eu amava agora parecia berrar e eu tinha que lutar contra ele e contra mim mesmo. Não iria aguentar muito tempo.
_Taylor, corraaaa!!!!!_gritei.
Ela não moveu nenhum músculo. Qual era o problema dela!?!
"Dois vampiros brigando na frente dela, esse era seu problema"
Mas eu não tinha tempo de cuidar do psicológico dela agora, precisava salvar seu corpo, seu sangue. Desta vez eu berrei:
_Taylor, suma daqui agora!!!!!!!
Ela levantou num ímpeto e cambaleou bosque adentro. Mark aproveitou meu descuido e se soltou, correndo direto na direção de Taylor, sem nem se preocupar comigo. Eu o segui.
Odiava admitir isto também, mas Taylor cheirava muito bem. Perigosamente bem. A trilha que ela havia deixado no bosque era muito nítida para nós. Perigosamente nítida.
Eu tinha que fazer algo para impedi-lo, antes que...
Um vento vindo do sul nos tocou e limpou o ar ao nosso redor. Mark parou de correr, mas eu não quis arriscar: pulei em cima dele novamente, imobilizando-o dessa vez com uma chave de braço. Ele não demostrou resistência dessa vez.
_Isso é ridículo sabia, posso me controlar_resmungou Mark.
Eu o soltei.
_Não parecia tão controlado a segundos atrás...
Mark riu.
_Eu não tenho culpa se nossa amiga ficou apavorada. E o sangue dela já cheirava bem...não resisti mano.
Eu tinha me esquecido disso. Quando um ser humano fica apavorado a adrenalina em seu sangue fazia ele cheirar ainda melhor. Mas isso não era desculpa.
_Mark, ela é nossa amiga! Como você pode pensar nessa possibilidade...
_Eu não estava pensando exatamente_ele sorriu, cínico_ Mas você não tem moral pra falar de mim brother, não sou eu que estou querendo cravar meus dentes em Taylor.
Eu congelei.
_Da onde você tirou isso! Está pirando?!
_Não, sou estou sendo realista. Você ama nossa amiga, consigo sentir isso_ele fez uma cara de nojo_Na verdade consigo sentir bem até de mais. Cara, isso é muito meloso!
_Não entendo o quer dizer. Eu a amo sim, mas esse não seria mais um motivo para mante-lá viva?
_Viva, sim... Humana, talvez.
Eu congelei mais ainda. Ele achava o que? Como? Porque?
Mark soltou um forte suspiro.
_Cara, você está irritantemente lerdo hoje, sabia? Você ainda não pensou no dia a dia desse romance?_ele fez uma careta ao pronunciar a palavra romance.
Eu pensei por apenas um segundo e tudo desabou em cima de mim. Nossas diferenças eram tantas que chegavam a doer. Mas nenhuma doía mais que saber que eu era imortal e Taylor morreria um dia. Haveria um dia em que ela não iria mais existir. Não era como ficar longe. Sem e-mail, sem ela, sem vida.
Eu desmoronei por dentro.
_Parece que você entendeu o lado trágico da história_Mark falou, me chamando a atenção para uma coisa.
_Por que você se importa? Você sumiu por três e nem deu notícias a ninguém e agora está palpitando na minha vida porque?
_Só você pode sentir saudades de Taylor agora? Ela é minha amiga também_ele fez cara de ironico_E se você não se lembra, ela gostava de brincar mais com a minha bike!
Ele estava desconversando. Isso era um claro sinal de que ele estava mentindo.
_Por que esta aqui Mark? Fale logo.
_Por que quer saber?
Bom, eu iria apelar.
_Se você não falar eu vou contar para nossos pais que você esta aqui_Eu odiava apelar desse jeito, era tão infantil... Mas funcionava! Nossos pai eram vampiros comuns, não eram civilizados e adorariam arrancar a cabeça dele fora por ter sumido por tanto tempo.
_Você é um pé no saco, em?_Ele suspirou e começou a falar_ Eu senti, Ok, senti que algo de ruim iria acontecer com você.
Eu não estava acreditando no que eu ouvia.
_Você veio...por mim?
_É, achei que teria alguma briga boa por aqui, não deixaria você se divertir sozinho maninho. Mas confesso que estou decepcionado, pois até agora eu não vi nenhuma emoção.
Ele conferiu a hora no relógio.
_Bom, está na hora do lanche_ele sorriu.
_Mark tome cuidado, a cidade é pequena.
Ele bufou.
_Não sou um amador! Estou caçando nas cidades vizinhas e as vezes alguns animais_Ele falou esta última palavra com muito nojo.
_Podia se acostumar_Falei. Depois de saber que Mark que estava aqui por preocupação, eu tinha que ter alguma esperança na regeneração dele.
_Nem fudendo_falou ele, virando-se e sumindo no bosque.
Bom, talvez eu não devesse ter tanta esperança assim.
Farejei ao redor procurando Taylor.Eu ainda tinha mais esse problema.
Não foi difícil encontra-lá, ela estava sentada em um banco na pracinha da cidade. Cabeça apoiada nos joelhos, abraçando as pernas, olhar perdido. Não havia mais em seu rosto aquele sorriso perfeito. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto e foi como se tivesse arrancado meu coração.
Talvez fosse melhor eu ir embora. Eu só estava trazendo tristeza à ela, isso era visível. Mas será que eu seria capaz disto.
Testei: dei meia volta e um passo apenas na direção contraria à ela. Foi como cair em um abismo, sem luz, sem esperança; eu era um belo de um egoísta mesmo.
Girei novamente e fui ao encontro dela. Talvez pudéssemos encontrar uma solução juntos, se ela quisesse falar comigo.
Bom, eu iria tentar.

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