Para Toda Regra à uma Exceção


Pisquei meus olhos uma vez e tive que sorrir coma visão que tive logo pela manhã. Os raios solares que entravam pela janela faziam desenhos interessantes nas costas largas e morena de Doug. Seus cabelos negros como a noite estavam jogados de lado e ele dormia tranquilamente ao meu lado.
Por um momento fiquei triste em ser a primeira a acordar, eu queria ver seus olhos verde, lindos, uma última vez antes de partir. Mas talvez fosse melhor assim, com o tempo você aprende que despedidas são desnecessárias.
Pulei da cama e vesti minha roupa o mais rápido que eu pude. Eu já estava saindo quando pensei que Doug merecia mais que isso.
Enfim, resolvi deixar um bilhete. Peguei um bloco de papel e uma caneta que estava na escrivaninha do quarto dele e parei para pensar no que escrever. O que se escreve para um cara depois de ter a melhor noite de toda a sua vida, mas você em vez de aproveitar esta fugindo? Eu suspirei e escrevi:
Adeus.
Desci o elevador do prédio dele com uma sensação de que eu havia sido fria. Por que eu estava pensando assim? Eu já havia deixado garotos de formas bem piores...
Ganhei as ruas e comecei a caminhar de volta para casa. Eu poderia ter pegado um táxi, mas eu precisava andar. Enquanto caminhava, recordava de como Doug e eu havíamos nos conhecido...


Era sábado a noite e é lógico que meus amigos baladeiros não me deixariam mofando em casa. Ah, como eu gostaria de mofar em casa naquela noite. Minha preguiça estava chegando ao nível mil. Fomos a uma boate conhecida na cidade. Ao chegarmos lá Loren, Jake e Kaio já estavam na pista de dança antes que eu pudesse dizer Lady Gaga.
Arrastei-me até um canto da boate e me sentei num pufe esperando ser esquecida ali até eles resolverem ir embora.
_Olá, posso me sentar aqui?
Eu não queria nem olhar. Eu não estava com saco pra xavecos e coisa do tipo. Apenas acenei com a cabeça positivamente e manti meu olhar fixo em uma coisa qualquer. Entretanto, o garoto ficou tão quieto, tão quieto que eu me obriguei a olhar para ele. 
U.A.L. Isso era tudo o que eu poderia dizer dele. Ele dava um novo significado ao alto, moreno, bonito.
Infelizmente, ele flagou meu olhar.
_Curtindo a festa?
Santo Deus, ele tinha os olhos verdes mais lindos de toda a face da terra. Ok, talvez eu estivesse exagerando, mas que eram bonitos eram.
_Não muito.
_Eu percebi, quem sabe eu não possa animar sua noite? Meu nome é Doug.
_O meu é Taylor e não acho que alguém conseguirá me animar hoje mas, muito obrigada por tentar.
_Como assim? _falou ele, fazendo cara de desestendido_Eu nem comecei a tentar ainda!
Eu ri da cara que ele fez. Depois disso, começamos a conversar como velhos amigos. Ele jogava umas cantadas pelo meio da conversa, mas era fácil de ignorar e bem, eu estava gostando. Trocamos celulares quando a noite acabou.


Finalmente eu tinha chegado em casa. Tomei um banho e fui arrumar algo para comer. Umas panquecas não seriam nada mal. Peguei os ingredientes e comecei a preparar, ainda pensando em Doug.
Ele realmente tinha conseguido me animar aquela noite. Ele havia cumprido sua promessa. Talvez fosse por isso que eu estava pensando tanto no jeito como eu o deixei. Doug sempre cumpriu todas as promessas que havia me feito. Mas era tão difícil acreditar nele quando, na minha infância...Deixei meus pensamentos vagarem mais uma vez para o passado, mas dessa vez, um passado que eu adorava deixar enterrado.


Eu não entendia muito o que estava acontecendo. Em minha mente apenas permanecia as lágrimas de minha mãe, eu quase conseguia sentir o abismo para o qual ela estava escorregando. Eu tinha visto meu pai trair ela por meses mas nunca tinha contado a ela por medo, ou... sei lá eu era muito nova para que alguém pudesse exigir de mim alguma atitude do genero.
Os pratos quebrados no chão. A mudança de cidade. Os choros que minha mãe tentava esconder de mim. A tristeza em seus olhos. O mar de sangue que seu coração partido havia originado era visível para todos.
Numa noite, enquanto minha querida mãe tentava abafar seu choro sentido com o travesseiro, jurei para mim mesma que eu nunca faria isso com ninguém. Que eu nunca juraria amor se ele não existisse de verdade. E acima de tudo, eu nunca deixaria nenhum homem me ferir desse jeito. Eu iria me proteger, eu não queria acabar como minha mãe, com flagelos no lugar do coração.


Eu não sabia porque eu estava desenterrando essas coisa. Bom, na verdade, eu sabia sim. Havia muitas contradições no que eu havia feito hoje. Os outros homens com que eu havia saído eram canalhas, só queriam diversão e nunca teriam um pingo de consideração por nada. Doug não...não era assim. Ele ligou todas as vezes que prometeu. Ele tinha até me mandado flores! E na noite passada, quando eu lhe perguntei se ele estaria comigo ao amanhecer, ele disse apenas: Para sempre.
Minha cabeça girou e eu resolvi checar meus e-mail enquanto minhas panquecas estavam no forno.
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Corrente
Normalmente eu apagava correntes antes de ler elas, mas hoje eu precisava de qualquer coisa que distraísse. No e-mail, havia apenas uma frase:
Excluindo todos do seu mundo, você acaba excluindo o mundo de você.
Eu senti uma solidão tão grande que era quase insano. Eu nem pensei ao agir, pela primeira vez em muito tempo eu estava indo de acordo com o meu coração.
Peguei minhas panquecas e coloquei num recipiente  para viagem. Sai para fora e peguei o primeiro táxi que apareceu em minha rua:
_ Avenida 13, número 1500, rápido moço!_falei, o mais rápido que pude.
O taxista deu partida no carro e... O que ele estava fazendo? Eu precisa voltar para o amor da minha vida, o único cara que tinha conseguido destruir os muros que haviam em minha volta e ele estava respeitando o limite de velocidade? Como ele podia ousar?
_Moça, é perigoso...
Eu joguei uma nota de 50 no seu colo.
_Fure todos os sinais que precisar.
Em menos de quatro minutos estávamos sã e salvos em frente ao apartamento de Doug. Eu paguei a corrida ao taxista, pensando que eu tinha exagerado em lhe dar cinquenta reais a mais.
Subi as escadas e entrei pela porta ainda aberta. Doug estava acordando no momento em que eu passei pela porta. Corri até o bilhete que outra garota tinha escrito naquela manhã. Aquela garota fria não era mais eu. Rasguei-o e o joguei no lixo. Assim como meu passado de angustias e desconfianças.
_Taylor?_Escutei Doug me chamar, do quarto.
Deixei as panquecas na mesa onde meu antigo bilhete estava e corri para o quarto.
Doug arregalou seus lindos olhos verdes ao me ver e me tomou em seus braços, me abraçando forte.
_Oh, Taylor, eu achei que você...
_Não_eu o interrompi_Nunca.
Nós nós beijamos e eu pude sentir seu amor. Eu tinha jurado nunca me envolver, tinha feito disso minha regra de vida. Mas ali, nos braços de Doug, eu sabia que essa regra não valia. Ele era a exceção, a única exceção a minha regra.

PS: Isso é o resultado da equação: Fim de Semana+ Casa da Best+Filme meloso. Porque, né...

Um comentário:

Thais disse...

Aaai que lindooo*-* Ameei, Depois dessa vou lembra sempre da música The Only Excenption!!!! Ameeei