Formei Manolos!

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Aeeee, finalmente! Mas apesar da alegria, já está batendo a saudade dos colegas, dos amigos, dos parceiros de crime...
Fazer o que né? Isso parte de crescer. 
Vou postar aqui o discurso do nosso querido Orador Pietro Zardini (o Rony, de Harry Potter, rs) para fins de curiosidade. Se vocês não entenderem as piadinhas tudo bem: é piada interna mesmo!
Boa noite.
Pra iniciar, eu gostaria de contar uma lembrança que eu tenho de quando era pequeno, e acho que todos devem ter feito algo do tipo alguma vez. Foi no ano de 1999, eu estava no prézinho, lembro da sala estar fazendo bastante bagunça naquele dia em especial e a professora chamou a nossa atenção e disse mais ou menos assim: "Finjam que estão no 3º Colegial, no mais completo silêncio". Naquele dia eu pensei: "Nossa, pra todos ficarem quietinhos? Vai demorar um século pra esse dia chegar." Com o passar dos anos eu já percebi uma coisa errada, nunca que o 3ºano é algo muito quieto, pelo contrário, o que nós mais queremos é fazer barulho. E segundo é que esse dia, que "ia demorar um século", finalmente chegou, claro que demorou menos, 11 anos, mas já chegou e, felizmente ou infelizmente, já acabou.
Mas eu estou aqui pra falar do 3ºB. Tenho certeza que essa sala foi responsável por alguma mudança importante na vida de cada um. Na minha vida, esses 3 anos tiveram uma influência absurdamente grande. Eu sempre fui uma pessoa muito tímida, falar com alguém que eu não conhecia era realmente difícil. Fazer amizades nunca foi algo fácil. Agora pensem nesse garoto tímido, nascido na cidade de São Paulo, que aos 14 anos teve que mudar de cidade, foi morar numa cidade interiorana do outro lado do estado, começar tudo de novo. Enfim, hoje, o garoto tímido está aqui falando pra mais de 700 pessoas. Aliás, gostaria de confessar uma coisa aos professores: Boa parte das brincadeirinhas, e outras coisas mais que nossa sala fez ao longo desses 3 anos, foi ideia minha. Desculpem qualquer inconveniente, tá?
Quando eu comecei a pensar no que ia dizer aqui, passei muito tempo pensando em uma única palavra pra classificar o 3ºB. Ela me pouparia o trabalho de dizer muita coisa, mas acho que essa palavra não existe. Então eu vou explicar mesmo.
Diferença. Dentre as que existem, essa é a que pode caracterizar melhor a sala. Seja pela diferença de opiniões, de personalidades ou pela vontade de cada um de simplesmente fazer a diferença. Cada um com o seu jeito especial de fazê-la, seja ela numa dança, numa música, seja ela com uma torradeira.
Toda sala tem aquela parcela cabeça dura, que não dá o braço a torcer de jeito nenhum. Certo? A nossa, desde o início, tem quase que uma totalidade de pessoas que defendem sua opinião com garras e dentes. É isso que faz ela ser única, é isso que define essa diferença. Posso afirmar que nunca houve um decisão unânime. Pelo contrário, toda decisão a ser tomada devia ter no mínimo umas 10 discussões diferentes. Era um verdadeiro parto. Mas no final, quando o bebê desse parto nascia e começava a chorar, todos sorriam satisfeitos, o objetivo havia sido cumprido. O objetivo de fazer a diferença. E esse bebê, pra variar, nunca foi comum, não se chamava Pedro, João ou Victor. O nome dele seria algo como Rondene, Peterson ou até mesmo Berenice.
Indubitavelmente, a época mais conturbada foi a de festa das nações. Apesar da sala nunca ter sido unânime em línguas estrangeiras, nós falamos espanhol, inglês e depois voltamos para o espanhol. Fizemos de "Yes, we can" e "Arriba, muchacho" nossos gritos de guerra, quase tatuamos essas frases no peito. Inclusive, nosso episódio mais silencioso juntos aconteceu momentos antes do resultado da festa das nações desse ano. Aquele momento em que todos apertavam com toda a força a mão da pessoa ao lado, simplesmente esperando ouvir uma palavra, essa palavra que agraciou nossos ouvidos como nunca. A palavra "México". Depois, esse silêncio fúnebre foi seguido pelos gritos e pela balbúrdia costumeira, isso se não foram mais altos. Afinal, quem vem aí é o 3ºB.
Quantas vezes será que a piada do menininho de chiclete foi contada? Por quantas salas nós passamos? Sei que foram mais de 6. Baladas no intervalo foram incontáveis. Quantos versos de parabéns foram cantados? O professor Mike deve sonhar até hoje com os nomes trocados que dissemos logo no primeiro dia dele conosco. Quem nunca deu um tapinha no popo? Quantas vezes desejamos bom dia, em japonês, para a Irene? E a tal da MARACUTAIA, houve? Quantas vezes a Angela entrou na nossa sala pra nos dar uma bronca daquelas? Quantas festas de intervalo foram feitas? Quantas lágrimas foram derramadas em aulas da Regina no 2º ano? Bullying pra nós nunca existiu, bulimia sim é um problema. Torcemos mais para o time da sala do que pra seleção brasileira. (em cima embaixo e puxa e vai né?) Também aprendemos que uma rede é um conjunto de nols. No final disso tudo, conseguimos tirar o pé do lodo e a menininha virou baiúca.
Ser do 3ºB definitivamente não é fácil, hoje estão se formando 38, talvez menos (não sei quem repetiu). Nesses 3 anos, 52 pessoas acompanharam a sala. Alguns ficaram pelo caminho, mas não podem ser esquecidos porque fizeram parte da construção do que hoje é o 3ºB. Eu, no meio do ano passado já estava com medo que o dia de hoje chegasse. E existe uma frase de Vinícius Queiroz que ilustra bem esse sentimento:
"Quando há medo de ir embora, é porque vale a pena ficar. Quando não temos medo da despedida, é por que já fomos embora com o corpo presente"
Daqui 10 anos, vamos pegar as fotos do colegial e dar risadas toda vez que olharmos. Talvez haja uma dúvida como "o que é isso na cabeça dele?" Mas a essência de todas as histórias, nós iremos lembrar de todos esses momentos como se tivessem acabado de acontecer. Já acabou, as duas palavras mais faladas desde outubro. Declamada com todo o pulmão em todo momento que fosse oportuno, às vezes até em inoportunos.
Quando esse discurso acabar, eu agradecer e vocês baterem palmas, não quero que direcionem esses aplausos a mim. Quero que esses aplausos sejam direcionados a todo o 3ºB. E o meu obrigado, não é só pela atenção de vocês, mas também a toda sala. Obrigado por fazerem parte da minha vida.
Enfim, eu, em meu último ato como membro do 3ºB, declaro: Já acabou.
Obrigado.

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